4 sinais que anunciam o fim de uma relação

Desde o começo da relação, até que a morte (ou o desinteresse) os separe, um casal passa por diversas experimentações em busca de um ajuste. E quando ajusta-se, descobre que é o fim. É como se a zona de conforto trabalhasse contra a relação. E é isso mesmo o que acontece. Essa zona de conforto, também chamada de rotina, acomoda as pessoas numa apatia sexual congelante. É como um gás mortífero e imperceptível que vai matando a relação aos poucos. 

Pergunta: Quanto tempo dura o sabor de morango(a paixão) até que reste apenas a borracha do chiclet (as conveniências da relação)? Reposta: Dura o tempo que eles precisarem para se adaptar um ao outro e formarem suas conveniências. 

Bem se vê que o fim é mesmo o tão buscado ajuste da relação. E não é à toa que os casais mais apaixonados são feitos de pares tão diferentes entre si. Não é rara a constatação de que "ela não tem nada a ver com ele", e vice-versa. 

Bom é não terem mesmo muito a ver, porque, no dia em que entrarem na mesma órbita o cataclismo da relação é ativado, e tem início uma contagem regressiva repleta de sinais. Nós listamos 4 desses presságios de que a relação está ruindo.

1 - Excesso de intimidade: O sinal mais claro é o beijo na bochecha. Pior ainda é se for aquele estalado, do tipo mãe e filho, filha e mãe, em fim, carinhos por demais fraternos.

Onde foi que voce errou? O excesso de intimidade mata a relação. Soutien pendurado no banheiro, calcinha suja jogada ao cesto aberto, junto com cuecas e roupas de ambos, são coisas que detonam o erotismo da relação. Seu sonhos de solteira, de unir sua escova de dentes com a dele no mesmo armário do banheiro, é o grande vilão. Com o tempo, foi acrescentado o estojo de barbear--tinha isso em sua lista?--sujo com resíduo de creme e tocos de cabelos espalhados pelo lavatório, formando uma imagem repugnante. Lembra-se de que voce limpava, ou pedia para a empregada limpar rapidinho? Pois é. Parece que seu subconsciente protestava contra aquela visão, alertando que ela ia matar seu interesse por ele antes que voce se desse por conta.

O que fazer? 

Quanto mais suas coisas se misturam, mais voce e ele se desagregam naquilo que realmente interessa--o desejo sexual. É um paradoxo sem precedentes, mas o fato é que a única proximidade que voce pode, e deve, alimentar a vontade é aquela de que todos nós já sabemos, e só.

Depois dali, procure deixar bem definido o território masculino do feminino, em sua casa. Defina o seu espaço mulher, impenetrável por ele agora, liberado depois aos poucos, e de acordo com o seu controle. Lembre-se de que a humanidade deve sua existência ao SIM da mulher.


- A ausência de ciúmes. No começo, voce até fez o jogo dele: para alimentar o ego masculino, voce dizia onde estava, com quem estava, para onde ia, e nem cobrava dele iguais satisfações. Talvez até por isso ele escolheu voce, e não aquela "zinha" por quem ele mantinha-se em cima do muro, entre voce e ela. Parabéns, voce ganhou o cara, mas sua tática não o manterá consigo.

Pergunta: por que ele tinha ciúmes de mim no começo e hoje não tem mais? Resposta: ele se sente confortável em relação a voce. As impressões passadas por voce, e sobre voce, confere-lhe excesso de confiança. O ciúme é também sinal de zelo. Se voce se cuida, ele não tem porque ter ciúmes (exceto que seja doentio. E aí, muda tudo). Saia já dessa zona de controle dele. Com cautela, faça com que ele sinta que voce pode escapar dos limites impostos por ele.

Como fazer? Simples. Não estou dizendo para voce passar a noite na balada e só voltar bêbada no outro dia (se bem que um "tratamento de choque" as vezes é necessário para acordar o "ego-gigantesco" dele). Como os limites dele são sutis, pequenos e insignificantes, também suas transgressões não precisam de muita coisa. Procure identificar essa zona de controle, que pode ser nada mais que um "querida, me passa o controle da TV!", ou mesmo os chinelões espalhados pela casa. Atenção: não entre em conflito, obrigando-o a pegá-los com as próprias mãos e guardar na sapateira. Isso dificilmente ele o fará, por tratar-se de um hábito cultivado pela "mamãe"(dele). Esconda os chinelos, "dê um perdido". Da próxima vez, ele entenderá que precisa ter mais cuidado onde deixa as coisas, e perceberá o óbvio: além dele e seus "chinelões", na casa também existe voce.

A ausência de ciúmes é caracterizada por isso: em casa, voce é invisível. Na rua, voce está sob controle. Acabe com esse conceito que voce ajudou a formar na relação.



A ausência do beijo durante o sexo.

Se voce não cuidou bem do que foi falado acima, é hora de encarar aquilo com que agora está lidando: o sexo programado, provavelmente para depois que as crianças dormirem. A prática deixou de ser em qualquer lugar da casa, até mesmo para quem ainda não tem filhos. 

Por algumas vezes voce tentou dizer a si mesma que faltava apenas conveniência para tudo voltar a como era no início. Mas aí, veio as férias da empregada, voce ficou sozinha com ele no apartamento, e nada. Ele conseguiu uma promoção no trabalho, e ganha um pouco mais, contudo, aquela noite no restaurante não sai, aquela noite no motel é adiada e voce começa a desconfiar que o que falta mesmo é interesse. Mas não só dele, voce também se flagra com "dor de cabeça" ou esquecendo do anticoncepcional, portanto, nada rola para voces. No fundo, o sexo é previsível e voce também está o evitando. 

O que fazer? Pergunte a si mesma se voce primeiro o beijou e só depois se apaixonou ou se alguma força a atraiu a ele antes de voce constatar no beijo o que já sentia? Primeiro voce sentiu, não foi? Depois voce confirmou, não é? Então, a paixão não vai nascer do fato de simplesmente voce beijar, beijar e beijar mais vezes. Quanto mais voces tentarem acender a relação através do beijo, mais indícios terão de que não há mais desejo. 

Se a paixão nasceu antes do beijo, antes do sexo, ela não renascerá através do simples beijo ou do ato sexual. É preciso que voces namorem mais, simplesmente isso. Façam coisa típicas de namorados.

A primeira coisa que voces resolveram deixar de lado, assim que se casaram ou foram morar juntos, foi o namoro, partindo para o sexo voraz que agora os enfastia. O sexo foi o café da manhã, o almoço, a sobremesa e o jantar.

Acabe com o exesso de intimidade com ele, invista mais na qualidade do sexo, que na quantidade. Quanto mais voces fazem "sexo por sexo" agora, menos o farão com qualidade depois. 


4 - Intervalos cada vez mais espaçados entre uma transa e outra.

Não cuidou direito de tudo o que foi dito acima? Parabéns, voce chegou à última fronteira que separa os descasados e solteirões, da vida "mediocre" que voce levou até agora: casada e infeliz. Vá adiante ou recue.

a) Voce se tornou por demais íntima dele; b) Voce se encaixou perfeitamente na zona de controle dele; c) Voce tentou salvar a relação fazendo sexo e mais sexo, até que o fator perdeu a qualidade; d) Voce se preocupa porque está vivendo uma relação de cumplicidade e conveniência--os filhos, a casa, a empresa--, e apenas isso, com um cara que foi perfeitamente ideal para voce um dia.

Desarrume toda a estrutura que voce e ele criaram. Vale a pena arriscar, pois ela acabará matando a relação de qualquer forma, até o último fôlego. Não importa o quanto essas conveniências estejam solidamente arraigadas em sua vida, é em nome daquilo que voces buscaram juntos--a felicidade--que voce precisa de coragem para tomar uma atitude de mudança. Mudança para continuar casada (ou vivendo juntos) ou para buscar de outra forma recomeçar, agora até com mais experiência.

O grande erro

Para manter o interesse, os pares tem que estarem em constante busca por conhecer um ao outro, por exercer algum controle na outra pessoa, sem nunca atingir esse fim. O ajuste numa relação desativa essa busca e permite à pessoa questionar sobre o tempo que sobra. O porquê de ainda estar com aquela pessoa, quando poderia estar com outra. Muitos casados não sabem a quem amam de fato, mas tem uma certeza: a de que não amam aquela pessoa com quem vivem. E ao contrário do que se imagina, a maioria dos que se separam não trocam o(a) parceiro(a) por outro(a), mas por um EU de quem a muito tempo já se esqueceram em função da simples manutenção de um relacionamento
 
fonte:nazzu
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