EXCLUSIVO MC TEKILLA

http://sohiphop.com.pt/blog/wp-content/uploads/2009/07/0jm_3087-800-199x300.jpgTelmo Galeano, ou Tekilla, é um pouco de tudo. Pode conhecê-lo d’O Crime do Padre Amaro, das suas colaborações com outros músicos portugueses, dos seus videos na televisão ou da sua presença e entusiasmo em vários eventos nocturnos lisboetas, seja a actuar ou a ver.
E agora tem “A Preview”, um novo não-álbum que serve de pretexto para uma conversa.
Quem é o Tekilla?


Tekilla – É skater, rapper, consultor de imagem, manager de marcas, faz coisas em cinema e é opinion maker em música e moda. Rapper, acima de tudo: escrevo para mim e para outros.

Tipo ghostwriter [escritor não creditado]?
Tekilla – Sim. Para vários estilos: o Jiggy no house, o T.T. no R&B... A cena é: eles querem temas. Sou a pessoa que eles querem para escrever a letra e coordeno quem eles seleccionam para cantar. Também ajudo a dar a opinião a muita gente que me pede.
Qual é a história deste álbum?
Tekilla – É uma antecipação do que vai sair. Tenho outro álbum preparado, “O Erro Perfeito”, com uma sonoridade mais abrangente, mais de acordo com o que ando a sentir agora. O pessoal queria rap e tinha medo, porque me viu a fazer outras coisas com alguma gente, que eu não estivesse a fazer isso. Gosto do que lancei, mas não se fiquem por aí, o pessoal tem é de consumir porque vai levar na cara este ano.
O que é que tu ouves?
Tekilla – Estou a curtir bué Klaxons, Hi-Tek, Talib Kweli, Thaion Davis, Graph Nobel, Amerie, Fabolous e Drake. Comecei a rimar por causa dos discos que o meu irmão trazia de França: LL Cool J, De La Soul, etc. Depois comprei o primeiro disco de Wu-Tang Clan quando saiu, fui para Nas e Bone Thugs-n-Harmony. Cresci em Lisboa e andava de skate com malta da Pontinha, eramos influenciados pelas bandas sonoras dos filmes de skate que víamos. Nomes como Boot Camp Click, Ice Cube, Snoop Dogg e cenas do género. Mas no nosso meio ouvia-se também punk, rock, etc., por isso o meu universo musical é vasto.
O convívio não era pelo que ouviamos nem como nos vestiamos. O que me levou a rimar mesmo foi o Super Shor. Tinhamos uma crew, andávamos de skate e fazíamos graffiti e rap. Ele estava muito mais dentro do rap que eu e foi-me incentivando cada vez mais; fazíamos freestyles, mixtapes, entrávamos em álbuns, até que veio um álbum meu. Teve aceitação e desde aí, pronto, sou o Tekilla.
E do Lupe Fiasco, não és fã? As semelhanças são óbvias: rappers, skaters, versados em moda, com óculos (apesar de o teu primeiro disco ser anterior ao primeiro dele)...
Tekilla – Claro, adoro. O Kalaf [dos Buraka Som Sistema] foi o primeiro a dizer que eu era o Lupe, que o meu estilo de vida, tudo o que fazia, era igual ao dele. Mas o importante é não haver biters [imitadores].


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