Google News além do algoritmo

Quando o Google lançou a sua área de notícias, ainda em 2001, não faltou gente se espantando com um serviço que, pela primeira vez, parecia não precisar de jornalistas (e de nenhum humano sequer) para puxar, organizar, hierarquizar e repassar informações. Mas desde então tudo era feito pelo algoritmo do sistema, que pegava reportagens dos principais jornais, revistas e blogs e as organizava em áreas, de acordo com a temática.
Google_news_logoRecentemente, a versão norte-americana do serviço passou por mudanças que tinham a ver ou com a apresentação das informações ou com a profundidade do tratamento das reportagens. Juntando o News a plataforma Living Stories, desenvolvida em parceria com o New York Times e o Washington Post, o Google queria acompanhar em tempo real — mas com contexto — o desenvolvimento de grandes temas como a saúde pública ou a guerra do Afeganistão. Já com a inclusão do Fast Flip, que veio do Labs, os leitores ganharam opções diferentes da visualização padrão — agora era possível folhear páginas virtuais de blogs e revistas.

Agora o Google News inaugura uma nova fase, em que não é apenas um algoritmo mecanizado que toma as decisões. A ferramenta acaba de estrear uma seção chamada Editor’s Pick (Escolha do editor), em parceria com editores da agência Reuters, da revista Slate, do jornal Washington Post e de outros veículos tradicionais de imprensa. Eles escolherão artigos, análises ou reportagens que querem destacar e, antes, poderiam passar despercebidas em meio a um turbilhão de fontes.
Abaixo, um exemplo da função:
slategooglenews
Limor Elkayam, fundador do iSpotAStory, que desenvolve um trabalho de curadoria semelhante ao que foi adotado pelo Google, disse ao site Mashable que o serviço finalmente se deu conta do valor do filtro humano para a qualidade do material selecionado.
“Algoritmos computadorizados são ótimos para várias coisas, mas quando falamos de notícias, as pessoas ainda querem o elemento humano dizendo a elas o que elas deveriam ler ou prestar atenção. É por isso que todos amam pegar notícias pelo Twitter. É um humano por trás de cada uma delas”, opinou.
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