Primeira historia de sucesso

RONALDINHO GAUCHO




Extraordinário talento individual a serviço da equipe do Barcelona, o craque Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho, fez definitivamente de 2005 o seu ano de glória. Desde que foi eleito pela Fifa, em dezembro do ano passado, o melhor jogador do mundo de 2004, não parou mais de ganhar prêmios, títulos e, claro, muito dinheiro. As conquistas da Liga Espanhola, da Supercopa da Espanha e da Copa da Cataluña renderam-lhe a renovação de contrato com o Barcelona até 2010 e um salário anual estimado em seis milhões de euros. Na Seleção Brasileira, o sucesso não foi menor: conquistou a Copa das Confederações com uma final de goleada sobre os eternos rivais argentinos. E no plano individual foi condecorado com a Bola de Ouro da revista France Football, prêmio de maior prestígio do futebol europeu. Por tudo isso, esse humilde – atributo raro entre boleiros – e simpático jovem de 25 anos, eleito por ISTOÉ o Brasileiro do Ano nos Esportes, tem também grandes chances de levar para casa, pela segunda vez, o título de melhor do mundo da Fifa em 2005.

No último dia 19 de novembro, após marcar o seu segundo gol na partida, antológico como o primeiro, na vitória de 3 a 0 contra o Real Madrid na casa do adversário, foi ovacionado de pé pela torcida do rival, algo que só havia ocorrido uma vez, em 1984, com Maradona. Teria ali, além da Bola de Ouro francesa, quem sabe, conseguido o bi da Fifa.

Ronaldinho recebe fortunas. Mesmo assim, o negócio é excelente para quem paga. Desde que ele entrou para a equipe, o faturamento do clube cresceu 40% e o cachê cobrado por amistoso foi multiplicado por três. Saltou de R$ 2 milhões para R$ 6 milhões. Atualmente, sete em cada dez camisas vendidas a torcedores do time trazem o 10 do Gaúcho. É por essas e outras que a nova cláusula de rescisão de contrato do jogador é de 125 milhões de euros, ou cerca de R$ 330 milhões. Pepitas de ouro para um legítimo Bola de Ouro.
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