Facebook: diversão ou armadilha?


Estabelecer contatos com o maior número de pessoas, muitas das quais nunca conheceria, trocar informações e compartilhar dados são as principais finalidades das redes sociais, como Facebook. São mais de 550 milhões de usuários, nove milhões só no Brasil. Aliás, o número já deve ter mudado, pois a cada dia surgem milhares de novos adeptos.
Pesquisa recente do Ibope Mídia mostra que 60% dos internautas brasileiros acreditam que as redes sociais oferecem as informações necessárias para se manter atualizado; 45% dizem que substituem as informações dos portais de notícias.
Mais do que isso, esses sites contribuem para que o monopólio de dados acabe, segundo Celso Poderoso, coordenador dos cursos de tecnologia da Fiap e especialista em redes sociais. "É um volume muito grande de conhecimento. Não tem mais como possuí-lo sozinho. O diferencial é usar a colaboração. Importante não é deter o conteúdo, mas a capacidade de conectar diferentes ideias", diz.
Lembra a forma como os iranianos usaram as redes sociais para driblar a censura do governo e mostrar ao mundo seus protestos durante as eleições do ano passado? Sem elas, dificilmente as pessoas de vários países saberiam o que estava acontecendo de verdade.
TUDO DE BOM? - Mas as redes sociais não trazem só benefícios. Boa parte dos problemas está vinculada ao uso inadequado que alguns fazem. Celso lembra o caso em que um executivo foi demitido após fazer comentário no qual criticava os torcedores do time de futebol patrocinado por sua empresa. "As pessoas têm de se preocupar com o que aparece sobre elas na rede. O impacto é grande."
As redes sociais estão mudando o conceito de privacidade. Mas muita gente não se liga nisso e revela dados pessoais que podem ser usadas por desconhecidos para o mal. Há criminosos que escolhem as vítimas por esses sites; residências roubadas porque os ladrões sabiam que os donos não estavam. Como? Eles tinham postado isso.
"Tem de compartilhar só o que vale à pena. Não é necessário dizer onde está ou o que faz no momento", afirma Regina Fazioli, coordenadora e idealizadora da Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo.
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