Twitter e imprensa

A Internet 2.0 surgiu como uma promessa de maior interação entre os usuários da rede, mas os usos que se faz hoje de suas possibilidades superam quaisquer expectativas e o futuro acena com experiências ainda mais fascinantes, mas assustadoras para alguns. Mas o processo de expansão dessa Internet imediata, colaborativa e de alta conectividade, causou e vem causando impactos não só no uso cotidiano que fazemos de redes sociais ou meios wiki. Quando os blogs começaram a sair da sua proposta “relato íntimo” e foram flertar com os meios de comunicação de massa (selecionando ou dando notícias, emitindo opiniões), a imprensa fez questão de mostrar seu incômodo. Os jornalistas saíram ferozes ao ataque com o argumento de que sabia-se lá quem estava do outro lado dando as “notícias”; ou seja, não haveria nos blogues a confiabilidade, nem a certeza de idoneidade que a imprensa tradicional, teoricamente, tem.
Mas, nessa chamada web 2.0, os blogs acabaram dando origem a outras ferramentas de criação e publicação de conteúdo que transformaram radicalmente as relações entre os usuários da rede e entre suas próprias produções, como o Orkut ou o MySpace. Até essas deram um salto evolutivo ao integrarem postagens às funcionalidades de uma rede social e acabaram por parir espaços como o Flickr e o Twitter. Justamente esses são vistos como a nova ameaça às tradições jornalísticas.
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