Os maiores mentirosos de todos os tempos


Com muita sutileza, eles conseguiram mentir para várias pessoas e aplicar diversos golpes afim de se beneficiarem monetariamente. Felizmente a história deles está disponível, pois a polícia conseguiu prendê-los.
Veja abaixo os 7 grandes mentirosos e golpistas de todos os tempos:

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Frank Abagnale – o rei dos golpes curiosos
 Frank William Abagnale foi um dos maiores falsificadores que os Estados Unidos já teve. Sua história de vida serviu de inspiração para o filme “Catch Me If You Can” (Prenda-me se for capaz), baseado em sua biografia não oficial de mesmo nome.
Seu primeiro golpe foi fazendo cheques sem fundo, que descobriu que era possível quando foi forçado a fazer cheques com quantias superiores ao que tinha guardado. Isso, entretanto, funcionou até a hora que o banco parou de emitir mais cheques, o que fez com que abrisse mais contas em bancos diferentes, eventualmente criando novas identidades para isso.
Por um período de dois anos Abagnale se disfarçou como o piloto da companhia aérea Pan Am “Frank Williams” para obter voôs de graça pelo mundo por deadheading (pilotos ganham viagens de graça para outras cidades pelo mundo por outras companhias aéreas como cortesia quando precisam fazer vôos nestas cidades) em vôos normais. No primeiro destes vôos, não sabia onde estava seu assento. Uma aeromoça teve o privilégio de mostrar a Abagnale onde estava o assento. Ele conseguiu fazer um cartão de identificação falso da Pan Am através de um modelo e um certificado de piloto da FAA (Federal Aviation Administration). Ele também conseguiu um uniforme da Pan Am fingindo ser um piloto autêntico que perdeu seu uniforme.
Frank também forjou outros títulos que lhe fizeram trabalhar sob 8 identidades, além de ter usado muitas outras para fraudar cheques, cujo volume de prejuízos passou de US$2,5 milhões em 26 países. Todo o dinheiro bancou um estilo de vida em que ele namorou comissárias de bordo, comeu em restaurantes caros, comprou roupas caras, e para preparar os próximos golpes.
Frank foi preso na França em 1969 quando uma comissária da Air France reconheceu seu rosto em um cartaz de procurado. Quando a polícia francesa o apreendeu, todos os 26 países em que cometeu fraude pediram sua extradição.
Atualmente ele preside a Abagnale and Associates, uma empresa de consultoria contra fraudes financeiras.
Charles Ponzi – o “rei” de Boston
 Charles Ponzi (também conhecido por Carlo Ponzi, Charles Ponei, Charles P. Bianchi e Carl) foi o italiano que se tornou um dos maiores trapaceiros de toda a história dos Estados Unidos.
Seus primeiros anos nos Estados Unidos foram incomodativos. Ele começou a trabalhar em um restaurante, mas logo foi despedido por usar de truques enganar trapacear no troco dos clientes.
Emigrou para os EUA em 1903 e desde o início teve problemas com a justiça falsificando cheques e cometendo outros pequenos crimes (falsificação de documentos, pequenos roubos etc…) tanto nos EUA quanto no Canadá onde viveu durante um tempo.
Em 1918, em Boston, casou com uma outra emigrante italiana e no ano seguinte iniciou, sempre em Boston, seu mais famoso esquema de fraude. Durante alguns meses, enquanto durou a fraude, foi uma das pessoas mais admiradas de Boston e um dos pilares da comunidade. Mudou para uma mansão e participava de obras de assistência.
Foi pra prisão várias vezes no Canadá e nos EUA. Em 1934, quando saiu da última prisão foi deportado de volta pra Itália onde tentou novos esquemas, mas sem sucesso.
Finalmente mudou para o Brasil onde trabalhou como representante das linhas aéreas italianas até que estas foram fechadas por causa da guerra.
Morreu em janeiro de 1949 num hospital para indigentes no Rio de Janeiro.
Joseph Weil – o sedutor de pessoas honestas
 Joseph “Yellow Kid” Weil foi um dos mais famosos estelionatários da sua época. Ao longo de sua carreira, acredita-se ter roubado mais de 8 milhões de dólares.
Seus amigos mais próximos diziam que seu grande trunfo era conhecer muito bem a natureza humana. Sua frase célebre: “Eu não aplico golpes em pessoas honestas, somente naqueles que acham que podem ganhar algo sem dar nada. Pra essas, eu dou nada, em troca de algo”.
Weil também dizia que a maioria das pessoas que conhecia possuia o que ele chamava de “lado animal” muito mais forte que seu lado racional, e o apelo de “ganhar algo sem dar nada” seduzia a maioria das pessoas: “Quando as pessoas aprenderem – e eu duvido que elas irão – que não podem ganhar algo de graça, o crime irá desaparecer e viveremos em grande harmonia”.
Victor Lustig – o vendedor da Torre Eiffel
 Em 1925, o elegante e mundano vigarista austro-húngaro Victor Lustig, que se fazia chamar “o Conde”, conseguiu dar o “golpe de sua vida”, vendendo a Torre Eiffel a um ingênuo negociante de sucata.
Aproveitando que a prefeitura da capital estava com graves dificuldades financeiras, que impediam inclusive reparar o oxidado monumento, Lustig se instalou na suíte mais elegante do Hotel de Crillon, em frente à Praça de la Concorde, com uma estupenda vista para sua futura vítima.
Graças a um falsificador conseguiu várias folhas em branco, envelopes e selos com o timbre da prefeitura e convocou por escrito os cinco mais importantes comerciantes de sucata do país, para lhes propor um grande negócio que exigia o máximo de discrição.
Os cinco interessados foram ao encontro, e Lustig, em meio a canapés e taças de champanhe, lhes revelou que havia sido designado pelas autoridades municipais para vender a Torre Eiffel à melhor proposta.
Enquanto explicava as dificuldades financeiras que obrigavam a prefeitura a se desfazer do monumento, observava seus cinco interlocutores para detectar o mais ambicioso e ingênuo ao mesmo tempo.
Quarenta e oito horas depois recebia cinco envelopes fechados com propostas de compra.
Só se interessou por aquele que achava que cairia mais facilmente em suas mãos. Convocou-o no dia seguinte para lhe comunicar que sua proposta era a que tinha sido aceita.
“Mas você sabe que nestes casos costuma-se fazer chegar discretamente ao senhor prefeito uma quantia “correta”, em dinheiro vivo, para lhe agradecer seu apoio”, disse-lhe Lustig, o que o futuro novo “dono” da Torre aceitou imediatamente.
Um dia depois, o feliz comprador chegou a vê-lo com uma pasta cheia de cédulas e acertou voltar à tarde para assinar a transferência oficial.
Qual não foi sua surpresa, ao constatar que “o Conde” tinha feito suas malas, pago a conta e deixado o hotel com destino desconhecido.
George Parker – o audacioso
 Parker foi um dos mais audaciosos estelionatários da história americana. Ele fez sua vida vendendo marcos públicos de New York para turistas desavisados. Seu objeto favorito para venda era a Brooklyn Bridge, que ele vendeu duas vezes por semana durante anos. Convencendo que, com a compra, poderiam conseguir uma fortuna simplesmente controlando o acesso à pista, numa espécie de pedágio. Mais de uma vez a polícia teve que remover ingenuos compradores da ponte na tentativa de erguer barreiras.
Outros marcos públicos que ele “vendeu” foram: o Madison Square Garden, o Metropolitan Museum of Art, Grant’s Tomb e a Estátua da Liberdade. George tinha muitos métodos diferentes para fazer a sua venda. Chegou a criar um falso “escritório” para gerir seus imóveis. Ele produziu grande impressionante quantidade de documentos falsos para provar que ele era o legítimo proprietário de cada um dos imóveis que colocava à venda.
Eduardo de Valfierno – um ladrão de bom gosto
O italiano Vincenzo Perugia talvez seja o único pintor de paredes a entrar para a história da arte. Seu feito deu-se em 1911, quando roubou nada mais nada menos que o quadro mais famoso do mundo, a Mona Lisa, do Museu do Louvre, de Paris.
O ladrão foi pego quando tentava revender a obra-prima de Leonardo da Vinci e condenado em 1914. O mentor do crime foi um artista chamado Eduardo de Valfierno.
Nos anos em que a obra esteve desaparecida, Valfierno vendeu seis quadros forjados por 300 000 dólares cada um.
O Louvre garante que recuperou o original de Da Vinci.
Robert Hendy-Freegard – o galã
 As vítimas de Robert Hendy-Freegard, de 34 anos – pelo menos seis mulheres endinheiradas – foram convencidas de que corriam risco de vida por terem se ligado a ele e foram obrigadas a viver fugindo e apavoradas.
Segundo o diário britânico The Times, enquanto elas se escondiam para se proteger de uma falsa ameaça, ele aproveitava para levar uma vida luxuosa, comprando carros avaliados em 250 mil libras (R$ 1,08 milhão).
A polícia disse ao jornal que há suspeitas de que exista outras vítimas que não foram citadas no julgamento – uma delas seria brasileira.
Sua trajetória de farsante começou quando trabalhava como barman num bar da cidade de Newport. Na época, no início dos anos 90, havia muita atividade do grupo radical irlandês IRA naquela região.
Isso ajudou a alimentar a ficção criada por Hendy-Freegard. Ele conheceu três jovens estudantes de famílias ricas (duas mulheres e o namorado de uma delas) e os convenceu de que era um agente do MI5 investigando uma célula do IRA com planos de explodir uma bomba na universidade.
Mensão honrosa: Marcelo Nascimento – o filho do dono da Gol
Quase não dá para acreditar. Mas grande parte das aventuras vividas pelo paranaense Marcelo Nascimento da Rocha – ou Victor Hugo, Juliano Silva ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 16 identidades – é verdadeira, como confirmaram testemunhas e reportagens. A estripulia que tornou o picareta célebre foi ter se passado por Henrique Constantino, filho do dono da empresa de aviação Gol. A escritora Mariana Caltabiano compilou esse e outros causos de Nascimento durante um ano gravando depoimentos seus no xadrez do Centro de Triagem de Curitiba. O fruto das entrevistas é o livro Vips – Histórias Reais de um Mentiroso, em que Nascimento relata, em primeira pessoa, picaretagens que beiram o fantástico.
Apesar de ter passado a maior parte de seus 29 anos entre mentiras e trapaças, Nascimento só ficou famoso em 2001. Naquele ano, foragido da polícia depois de ter sido preso no Acre transportando drogas em um avião que pilotava, ele resolveu se divertir. Passou quatro dias num camarote do Recifolia, o Carnaval fora de época da capital pernambucana. Comeu, bebeu e foi bajulado por famosos e modelos usando o nome de Constantino, filho do dono da Gol. Tirou fotos com a modelo Joana Prado, a Feiticeira, então no auge da fama. Foi apresentado pela diretoria do Recifolia a Amaury Jr., o que lhe rendeu uma entrevista para a TV. ‘Fiquei extremamente impressionado com ele, porque é uma pessoa de alto magnetismo’, contou o apresentador à autora do livro. Amaury até pegou carona em um jato que o ‘filho do Constantino’ havia emprestado em sua companhia aérea, e ficou pasmo quando soube da farsa.
Nascimento foi condenado por cinco crimes: estelionato, falsidade ideológica, associação com o tráfico, apropriação indébita e uso indevido de farda e insígnia, no caso deste último pela Justiça Militar. No tempo em que serviu o Exército, fingiu ter uma patente maior e vendeu motos que seriam leiloadas. As trapaças que conta no livro poderiam colocá-lo em mais uma série de inquéritos policiais e desencadear outras sentenças. ‘Não acho que estou glamourizando um bandido. Marcelo não vai se dar bem no final’, alega Mariana. O vigarista está numa prisão em Avaré, no interior de São Paulo, e ficará preso por mais quatro anos. Isso se não fugir da cadeia, como já fez três vezes, inclusive enquanto Mariana preparava o livro.

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